sábado, 25 de agosto de 2012

Em defesa da plena Divindade de Cristo


Jesus havia chegado a Cesaréia de Filipe, no extremo norte da Palestina, ao pé do Monte Hermon. Em uma conversa intimista com seus discípulos, Ele lhes pergunta: “Quem os outros dizem que o Filho do homem é?” (Mt 16.13). Eles então listam as várias opiniões correntes entre o povo sobre a Sua identidade. Pelas respostas dadas podemos perceber que o povo tinha um alto conceito sobre Jesus. Ele era considerado como homem de Deus, pois fora identificado com vários grandes profetas. Mas ver Jesus apenas como um profeta não era o bastante.
Então Jesus, mostrando como é importante termos uma opinião pessoal sobre Ele, lhes pergunta: “E vocês?... Quem vocês dizem que eu sou?” (vers. 15). Pedro quebra o silêncio que se seguiu respondendo: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (vers. 16).
Se fizermos uma enquête sobre quem é Jesus, talvez encontraremos tantas repostas diferentes quanto forem as pessoas entrevistas. Alguns, ligados a algum tipo de pensamento místico, dirão que Ele foi um Grande Mestre, um Iluminado. Outras pessoas, que tenha envolvimento com algum partido político, vejam em Jesus algum tipo de revolucionário. Talvez, alguém diga que Ele foi mártir, um bom homem ou um idealista. Estas idéias podem ou não revelar parte da verdade sobre a pessoa de Jesus. Mas, todas juntas não levam a compressão de Sua verdadeira identidade. E para você, quem foi Ele?
Por que esta questão é tão importante? A razão o próprio Cristo a dá: essa compreensão só pode vir por meio da revelação de Deus (vers.17). Ela não depende da vontade, pesquisa ou inteligência humana. É um ato da revelação. Paulo afirma que “quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente” (1 Co 2.14). Saber quem Ele é envolve a vida eterna: “Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).
Compreender a divindade de Cristo faz parte do esforço de tentar conhecê-lo. Segundo Ellen White, se não tivermos uma correta compreensão de quem é Jesus não entenderemos o plano da salvação ou, no mínimo, acalentaremos alguma heresia a este respeito: “Pessoa alguma que alimente este erro [a negação da divindade de Cristo] pode ter exato conceito do caráter ou missão de Cristo, nem do grande plano de Deus para a redenção do homem”. GC 524. Todas as heresias partem de uma interpretação errônea sobre a pessoa de Jesus Cristo.

obs: o texto do Grande Conflito está na edição antiga podendo mudar conforme a edição.
fonte: em defesa do Espirito Santo

sábado, 18 de agosto de 2012

Igrejas liberais perdem membros e estão perto do fim


O jornal The New York Times publicou um artigo controverso, [no qual] analisa os recentes movimentos liberais dentro das denominações cristãs e aponta como isso pode decretar o fim delas. Em 1998, o controverso bispo Episcopal de Newark, John Shelby Spong, publicou um livro intitulado Por que o Cristianismo Deve Mudar ou Então Morrerá. Spong representava uma ala da denominação que abandonou quase todos os elementos da fé cristã tradicional e teve muitos seguidores. A maioria dos líderes da Igreja Episcopal Anglicana viram nas últimas décadas sua igreja se tornar uma das entidades cristãs mais progressistas do mundo. Aos poucos foi abrindo-se para as imposições de grupos que desejavam ver a ordenação de pastores gays, depois a celebração religiosa do casamento gay e mais recentemente a ordenação de ministros transgêneros.
Como resultado desses movimentos internos, hoje a Igreja Episcopal é extremamente flexível sobre questões de dogma, apoia a libertação sexual em quase todas as suas formas, mostra-se disposta a misturar o cristianismo com outras religiões e minimiza aspectos da teologia em favor de causas políticas seculares.
O resultado, contudo, tem sido diferente do esperado. Ao invés de atrair um público mais jovem, mais desejoso ou aberto a essas mudanças, os números indicam que a morte da Igreja Episcopal pode estar se aproximado rapidamente. Segundo um levantamento divulgado este ano, na década 2000-2010, a média de frequência dominical caiu 23%, e nenhuma diocese episcopal viu um aumento no numero de pessoas indo à igreja.
Esse rápido declínio é o mais recente capítulo de uma história que começou nos anos 1960. As discussões desencadeadas naquela época marcaram o início de tentativas de manter as igrejas episcopais relevantes e adaptadas aos novos tempos.
Na contramão desse movimento, as denominações mais tradicionais, especialmente as de fundo pentecostais, marcadas muitas vezes por seus “usos e costumes” experimentaram uma verdadeira explosão no número de membros, sobretudo na África e América do Sul. O viés mais liberal do cristianismo simplesmente entrou em colapso. Praticamente todas as denominações que fizeram concessões teológicas – Metodista, Luterana, Presbiteriana – tentando adaptar-se aos valores contemporâneos viu a queda na frequência à igreja. Dentro da Igreja Católica, ocorreu algo similar, pois as ordens religiosas mais progressistas também entraram em declínio tanto no número de membros quanto no de novos ministros.
Estudiosos apontam que essas formas de cristianismo continuarão entrando em declínio no futuro. A ideia parece ser a necessidade de se redefinir o que é o cristianismo liberal – onde a fé impulsiona uma reforma social, sem desprezar a necessidade de conversão pessoal. [...]
Os líderes da Igreja Episcopal e das denominações com posturas semelhantes não parecem estar oferecendo algo que se distinga de um liberalismo puramente secular. Ou seja, todas essas tentativas de “mudar para não morrer” poderão resultar justamente em sua morte como denominação.
Nota: Na verdade, diferentemente do que sugere o título do livro do bispo Spong, o cristianismo não deve mudar para sobreviver, deve é voltar a ser o cristianismo bíblico, que sobrevive aos tempos e não permite a relativização da verdade. Todas as igrejas enfrentam o desafio de ser relevantes na cultura atual, sem, contudo, abrir mão de princípios imutáveis e inegociáveis. Deve estar atenta para não se apegar a costumes/tradicionalismos não bíblicos ao mesmo tempo em que deve tomar cuidado com novidades/modismos irrefletidos. Resumindo: a igreja deve estar sintonizada com o Céu a fim de “conservadoramente moderna” e relevante.[MB]

Governos e prefeituras querem que país afunde de vez


Agora as prefeituras e governos de nossa terra brasilis podem contar com o apoio do sobrenatural para prevenir e evitar tragédias climáticas de grandes proporções que assolam pequenas e grandes cidades, tal como as chuvas que castigaram a capital paulista por mais de 50 dias, alagamentos, enchentes, etc. Trata-se da Fundação Cacique Cobra Coral que, segundo informa em seu website, “foi criada para intervir nos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza. Fundada por Ângelo Scritori e tendo à frente sua filha Adelaide Scritori, também médium que incorpora o espírito e mentor Cacique Cobra Coral, que também já teria sido Galileu Galilei e Abraham Lincoln”.

Como o leitor pode notar, a ajuda é de peso e de renome, um espírito que outrora nasceu e viveu como Galileu Galilei e não satisfeito resolveu retornar a este nosso planeta para "renascer" na pele do renomado Abraham Lincoln, que após "desencarnar" e passar mais umas férias no além, resolve mais uma vez encarnar, desta vez na pele vermelha de um cacique todo-poderoso, o tal do cacique cobra coral, que em vida não devia ter lá muito poder, mas que agora mais uma vez "desencarnado" promete ser a solução para todo e qualquer problema de ordem climática, pois possui poderes sobre o clima podendo através desses supostos poderes evitar tragédias. Tal cacique, mesmo "desencarnado", tem um expediente bastante agitado, pois firma contratos com prefeituras e governos para ajudá-los na prevenção de catástrofes climáticas. [...]

A Fundação cacique cobra coral tem contratos assinados com prefeituras do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, publicados em Diário Oficial e tudo mais. Não acredita? Clique aqui e veja os contratos. Como se pode notar, o tal cacique é muito requisitado e é muito trabalhador, mas ele talvez ainda lute com alguns resquícios de sua vida anterior como Abraham Lincoln, pois não consegue se livrar de sua veia burocrática e só presta serviços com contratos devidamente assinados. Além do mais, o Cobra Coral não renova os contratos com aqueles prefeitos e governadores que não fazem direito o dever de casa, e depois de alertados sobre as catástrofes climáticas que assolarão em breve suas cidades e estados, não investem nas obras públicas para evitar o que, segundo ele é evitável, pois ele possui grandes poderes. Gilberto Kassab que o diga: teve seu contrato cancelado pelo cacique por não investir em obras contra as chuvas... ou seja, os 50 dias de chuva que tivemos aqui em São Paulo poderiam, segundo o cacique ter sido evitados, uma vez que ele alertou ao prefeito sobre os temporais e este, como todo “péssimo político”, não fez o que tinha que fazer.

Pensa que foi só o Kassab que assinou contrato com a fundação da médium que incorpora o Cobra Coral? José Serra que o diga, minha gente!

O cacique Cobra Coral é tão eficiente que também foi contratado pela Prefeitura do Rio para afastar a chuva de Copacabana no reveillón 2010 e seria convocado até para dar explicações sobre o último apagão tupiniquim. [...]

Para conhecer todas as atuações sobrenaturais do "cacique" na natureza, clique aqui.

E como toda doação é bem vinda... muito bem vinda, por sinal... você pode fazer sua doação para a fundação do cacique cobra coral, que lhe informa os motivos porque seria bom você doar seu suado dinheiro para eles, como por exemplo: "A Fundação Cacique Cobra Coral atua diariamente na monitoração de questões climáticas e na alteração, por vias espirituais, de quadros adversos da meteorologia, como falta de chuva em locais com muita seca e chuvas muito fortes em outros locais. [...] A FCCC trabalha para prever catástrofes quem possam vir a ocorrer caso medidas cabíveis não sejam tomadas a tempo. Assim, evita catástrofes, mortes, prejuízos a populações. Em alguns casos a Fundação presta ajuda a outros países. [...] Atualmente a FCCC recebe apoio financeiro das Empresas Tunikito, uma corretora de seguros que a mantém. É assim que são pagas as despesas de aluguel, água, luz, telefone, site, acesso a internet, entre outros gastos. [...] Se você possui um automóvel, empresa ou outros bens, faça uma cotação de seguro com a Tunikito Seguros. A Tunikito oferece as mesmas vantagens das grandes corretoras. Porém, contratando a Tunikito você ajudará a manter as operações da FCCC. (A Tunikito opera com as principais companhias seguradoras, como Porto Seguro, SulAmérica, Bradesco, Itaú, Marítima- Chubb, Unibanco e outras)."

Muita cara de pau, não? E aí, alguém com coragem para ajudar a manter a empresa Tunikito para continuar financiando as atuações sobrenaturais do Cacique Cobra Coral?

(Sétimo Dia)

Nota: Absurdo dos absurdos! Como diria o falecido Renato Russo: "Que país é este?" Quando o assunto é criacionismo, argumentam que o Estado é laico e que é necessário manter a separação entre igreja e Estado. Mas o que esses governos e prefeituras estão fazendo? Firmando convênios e invocando a ajuda de "espíritos"?! Isso pode?! Onde está o Governo Federal numa hora dessas, que não intervém numa situação absurda como essa? Lembre-se de que sempre que o povo de Israel deu as costas para Deus e se voltou para os deuses pagãos (e também os "espíritos", que nada mais são do que demônios), as tragédias foram a consequência certa. Será que esta nação do Carnaval, da idolatria e do paganismo ainda continuará tendo a pretensão de dizer que Deus é brasileiro?[MB]

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Teólogo protestante quer papa como líder dos cristãos


O teólogo protestante Reinhard Frieling defende que o papa Bento XVI seja nomeado líder honorário de todos os cristãos. A proposta surge poucas semanas antes da visita do líder católico à Alemanha. “O sonho da comunhão de todos os cristãos pode se tornar realidade se os protestantes oferecerem ao papa o papel de chefe honorário da cristandade”, disse o ex-líder do Institute Kundlichen, de Bensheim. Para o professor emérito da Universidade de Marburg, o papa poderia “falar em nome da cristandade em situações extraordinárias”. Ele argumentou que uma liderança comum daria crédito ao cristianismo como mensagem. Se a proposta se viabilizar, o aniversário da Reforma em 2017, com seus 500 anos, poderá ser a ocasião certa para concretizar a visão, baseada em sua opinião do papa já ser “porta-voz para todos os cristãos”.

O teólogo protestante sugere que as igrejas da Reforma abandonem sua “autossuficiência” e assumam as “corajosas consequências ecumênicas”. Essa proposta lembra a que foi feita pelo bispo Johannes Friedrich, da Igreja Luterana da Baviera, há dez anos. Friedrich argumentava que o papa poderia ser aceito como porta-voz do cristianismo mundial como serviço ecumênico de unidade.

A visita do papa à Alemanha está prevista para os dias 22 a 25 de setembro, e inclui as cidades de Freiburg e Berlim, com um discurso diante do Bundestag (Parlamento) alemão, e uma reunião com representantes da Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) no mosteiro agostiniano em Erfurt. [No ano que vem, o papa vem ao Brasil, onde a fé católica continua em declínio.]

(Gospel Mais)

Nota: Há mais de um século, quando uma proposta como essa jamais passaria pela cabeça de um líder protestante, Ellen White escreveu: “Quando o protestantismo estender os braços através do abismo [que havia então], a fim de dar uma das mãos ao poder romano e a outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado [principalmente a ideia da imortalidade da alma tão difundida por Hollywood e a pretensa santidade do domingo], podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo” (Eventos Finais, p. 131). Amém![MB]

domingo, 12 de agosto de 2012

Defeito em cromossomo sexual está ligado a câncer


Pela primeira vez, uma pesquisa mostrou que alterações em um dos cromossomos sexuais podem elevar o risco de câncer de intestino. Segundo o estudo, que foi publicado nesta segunda-feira na revista Nature Genetics, pessoas com essa doença são mais propensas a apresentar um defeito no cromossomo X que reduz os níveis de um gene associado ao bom desenvolvimento das células. De acordo com os autores da pesquisa, essas descobertas podem ajudar a entender o motivo pelo qual o câncer de intestino atinge mais o sexo masculino do que o feminino. Eles explicam que, como as mulheres têm duas cópias do cromossomo X, a que não apresenta o defeito e que, portanto, tem função normal, pode mascarar a outra que leva a mutação. Diferentemente dos homens, que apresentam somente uma cópia do cromossomo e que, portanto, não tem uma 'cópia reserva' para mascarar o defeito.
Esse trabalho foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Pesquisa em Câncer do Reino Unido e das universidades de Oxford e de Edimburgo. Com base em cinco estudos anteriores sobre genética e câncer de intestino, eles buscaram descobrir novas alterações no código genético que pudessem elevar o risco de câncer de intestino. Antes dessa pesquisa, quase 20 variantes no genoma humano já haviam sido associadas à doença.
A equipe descobriu que pessoas com câncer de intestino tendem a ter um defeito na região do cromossomo X que leva a menores níveis de um gene chamado SHROOM2. Esse gene controla o desenvolvimento das células, garantindo que elas cresçam e adquiram forma correta. Alterações nesse mesmo gene já foram associadas a outros cânceres anteriormente.
"Essa é a primeira vez em que um estudo demonstra que defeitos em um dos cromossomos sexuais estão relacionados a um câncer que pode atingir os dois sexos. Essas descobertas podem nos ajudar e entender as diferenças da doença entre homens e mulheres, além de identificar os indivíduos que correm mais risco de terem câncer de intestino", diz Richard Houlston, um dos autores da pesquisa.
(Veja)

Nota: Perguntar não ofende: Se apenas um defeito num cromossomo reduz os níveis de um gene associado ao bom desenvolvimento das células, como esse gene “surgiu”? E antes de surgir, o que impedia o mau desenvolvimento das células? E o que dizer dos outros tantos genes cuja complexidade específica e irredutível seria necessária desde sua origem, caso contrário a vida estaria fadada à extinção?[MB]
fonte: Sociedade criacionista

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Excesso de Açúcar pode afetar o Cérebro, sugere estudo


Comer açúcar demais pode consumir toda a sua energia cerebral, revelaram cientistas americanos que publicaram um estudo nesta terça-feira (15) no "Journal of Physiology", demonstrando como uma dieta com base em xarope de milho rico em frutose afetou a memória de cobaias.

Cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) alimentaram dois grupos de ratos com uma solução contendo xarope de milho rico em frutose -- um ingrediente comum em alimentos processados -- e água potável durante seis meses.

Um grupo de ratos tomou também um suplemento de ácidos-graxos ômega-3, que estimula a memória, na forma de óleo de linhaça ou ácido docosahexaenóico (DHA), enquanto o outro grupo não fez o mesmo.

Antes do início da ingestão de açúcar, os ratos passaram por um treinamento de cinco dias em um complexo labirinto. Os roedores foram colocados novamente no labirinto seis semanas depois de ingerirem a solução doce para ver como se saíam.

"Os animais que não tomaram DHA foram mais lentos e seus cérebros demonstraram um declínio na atividade sináptica", afirmou Fernando Gomez-Pinilla, professor de neurocirurgia na Escola de Medicina David Geffen, na UCLA.

"Suas células cerebrais tiveram dificuldade em enviar sinais entre si, prejudicando sua capacidade de pensar com clareza e lembrar o caminho que tinham aprendido seis semanas antes", acrescentou.

Uma análise mais detalhada nos cérebros dos ratos revelou que aqueles que não foram alimentados com suplementos de DHA também desenvolveram sinais de resistência à insulina, hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue e regula a função cerebral.

"Uma vez que a insulina consegue penetrar a barreira sangue-cérebro, o hormônio pode sinalizar os neurônios, gerando reações que comprometem o aprendizado e causam perda de memória", disse Gomez-Pinilla.

Em outras palavras, comer frutose demais pode interferir na capacidade da insulina de regular como as células usam e armazenam açúcar, o que é necessário para o processamento de pensamentos e emoções.

"A insulina é importante no corpo para controlar o açúcar no sangue, mas pode desempenhar um papel diferente no cérebro, onde parece afetar a memória e o aprendizado", disse Gomez-Pinilla.

"Nosso estudo demonstra que uma dieta rica em frutose afeta tanto o cérebro quanto o corpo. Isto é algo novo", acrescentou.

"Nossas descobertas mostram que o que você come afeta como você pensa", emendou Gomez-Pinilla.

"Ingerir uma dieta rica em frutose a longo prazo altera a capacidade do cérebro de aprender e lembrar informações. Mas adicionar ácidos-graxos ômega-3 nas refeições pode ajudar a minimizar os danos", acrescentou.

O xarope de milho rico em frutose é comumente encontrado em refrigerantes, condimentos, comida de bebê e lanches processados.

Nota do Blog Criacionismo: Há mais de um século, Ellen White escreveu: “Sento-me com frequência à mesa de irmãos e irmãs, e vejo que eles usam grande quantidade de leite e açúcar. Isto sobrecarrega o organismo, irrita os órgãos digestivos e afeta o cérebro. Tudo quanto embaraça o ativo funcionamento do maquinismo vivo, afeta diretamente o cérebro. E segundo a luz que me foi dada, o açúcar, quando usado abundantemente, é mais prejudicial do que a carne” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 368-370).

“Em geral, usa-se demasiado açúcar no alimento. Bolos, pudins, massas, geleias, doces são a causa ativa de má digestão. Especialmente nocivos são os cremes e pudins em que o leite, ovos e açúcar são os principais elementos. Deve-se evitar o uso abundante de leite e açúcar juntos” (A Ciência do Bom Viver, p. 301, 302).

domingo, 29 de julho de 2012

Podemos crer na criação segundo a Bíblia?


Posso acreditar em Jesus e na Bíblia, mas sem acreditar em mitos ultrapassados como Adão e Eva, e Noé e o Dilúvio?

Hoje, existem três interpretações sobre a história de Gênesis. A primeira afirma que o autor de Gênesis pretendia que os leitores compreendessem as narrativas como literais e historicamente verdadeiras. Eles afirmam, no entanto, que a maior parte de Gênesis não aconteceu de fato. A segunda interpretação nega que o autor de Gênesis pretendia que as narrativas fossem compreendidas como literais ou históricas. Em vez disso, elas foram escritas para serem interpretadas de maneira simbólica, para transmitir apenas verdades morais e espirituais. A terceira interpretação afirma que o autor de Gênesis pretendia descrever eventos literais e históricos relacionados à Criação, ao Dilúvio, e assim por diante. Além disso, defendem a exatidão e veracidade da história. Portanto, pensam que a Criação ocorreu em seis dias de 24 horas e que houve um dilúvio global.

O Antigo Testamento e a história de Gênesis

Por várias razões, muitos estudiosos creem que o autor de Gênesis tinha a intenção de que seus relatos da Criação e do Dilúvio fossem entendidos de forma literal e histórica.

A sequência de tempo e espaço apresentada em Gênesis. Existe claramente uma unidade na grande narrativa de Gênesis que percorre todo o caminho desde o relato da Criação até o Êxodo. Essa história descreve os eventos passados dentro de uma estrutura narrativa. De fato, Gênesis 1-11 claramente serve como introdução para o restante de Gênesis e dos cinco primeiros livros da Bíblia.

A expressão “são estas as gerações de”. Vários estudiosos observam também a presença da palavra hebraica toledoth (“estas são as gerações de”) em Gênesis 1-11. Essa palavra, que tem o sentido de “registro histórico”, aparece antes de cada seção do livro de Gênesis, para iniciar o relato sobre a criação do mundo (Gn 2:4), os descendentes de Adão (5:1), Noé (6:9), os três filhos de Noé (10:1), Sem (11:10), Ismael (25:12), Isaque (25:19), Esaú (36:1) e Jacó (37:2).

Estilo literário: registro histórico. Não existe nenhuma mudança de estilo literário entre Gênesis e o restante do Pentateuco, nem entre o Pentateuco e os assim chamados “livros históricos” (Reis, Crônicas, etc.). “De fato, se estamos falando sobre a intenção original do autor bíblico, o estilo de Gênesis não dá margem para argumentar contra a conclusão óbvia de que o autor pretendia que o livro fosse considerado uma obra histórica que narra o que aconteceu no passado distante” (Raymond D. Dillard e Tremper Logman, An Introduction to the Old Testament [Grand Rapids, MI: Zondervan, 1994], p. 49).

Antigos relatos históricos fora da Bíblia. Os críticos da Bíblia frequentemente se esquecem de que as histórias antigas muitas vezes incluem histórias sobre deuses. Entretanto, recentemente tem sido observado que elementos nas histórias mesopotâmicas antigas, tais como a Lista de Reis Sumérios e a Epopeia de Gilgamesh mencionam os nomes de pessoas e locais confirmados pela arqueologia.

É interessante que algumas dessas pessoas que realmente existiram seriam consideradas lendárias segundo os padrões atuais – realizaram façanhas inacreditáveis e tiveram duração de vida incrivelmente longa. Por exemplo: a Lista de Reis Sumérios afirma que Enmebaragesi, rei de Kish, governou durante 900 anos! Mas os nomes de Gilgamesh e e Enmebaragesi, um de seus contemporâneos, foram encontrados em uma inscrição da época em que as lendas posteriores afirmam que eles viveram.

Vários elementos na história da torre de Babel foram registrados em documentos fora da Bíblia, sugerindo que a história não foi simplesmente inventada pelo escritor bíblico. Um texto sumério da terceira dinastia de Ur (Mesopotâmia) conta que, em uma época, os sumérios falavam apenas uma língua, mas o deus Enki confundiu a fala deles. Os sumérios possuíam torres especiais (os zigurates), que se acreditava serem uma ligação entre o Céu e a Terra.

O Novo Testamento e o livro de Gênesis

Os autores do Novo Testamento escreveram no contexto de uma sociedade que não aceitava a mensagem do evangelho. Pedro escreveu: “De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; ao contrário, nós fomos testemunhas oculares da Sua majestade” (2Pe 1:16).

No início de sua primeira epístola aos coríntios, Paulo admite que “a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo [aqueles que se recusam a crer], mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus [...] é escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (1Co 1:18, 23).

É tentador pensar que as pessoas daquela época eram mais ingênuas, mas a verdade é que muitas, se não a maioria, eram tão desconfiadas sobre a ressurreição de um morto quanto as pessoas atuais. O conflito entre os saduceus e os fariseus (At 23:6-10) mostra a incerteza que havia entre os judeus cultos a respeito da possibilidade da ressurreição. O discurso de Paulo para a elite intelectual de Atenas no Areópago (At 17:32, 33) foi bem recebido até o momento em que ele mencionou a ressurreição, a respeito de que ele foi ridicularizado por alguns e educadamente despedido por outros.

Os escritores do Novo Testamento entendiam Gênesis capítulos 1 a 11 como um registro histórico. Em Mateus 19:4 e 5, Jesus cita Gênesis 1:27 e 2:24 e introduz esses textos perguntando: “Vocês não leram [...]?” Isso mostra que Ele considerou essas passagens como confiáveis, históricas e dignas de autoridade. Gênesis 1:27 fala sobre a criação de Adão e Eva como um evento histórico. Gênesis 2:24 declara que os dois “se tornarão uma só carne”; e Jesus utiliza esse texto para justificar o ensino de que o casamento é permanente e sagrado. Em Lucas 17:26-29, Jesus advertiu de que os últimos dias seriam “como foi nos dias de Noé”. Obviamente, o aviso sobre o juízo final é seriamente invalidado se o juízo no tempo de Noé não for considerado como real e histórico.

O autor da epístola aos Hebreus menciona sem interrupções eventos dos primeiros capítulos de Gênesis até eventos muito posteriores e geralmente considerados eventos históricos. Esse fato mostra que não havia qualquer distinção entre a veracidade histórica de tais eventos na mente dos primeiros cristãos (ver Hb 11). A referência de Pedro ao tempo do Dilúvio torna evidente que ele foi um acontecimento histórico (2Pe 3:3-7).

Essas e outras passagens do Novo Testamento mostram que a veracidade histórica de Gênesis capítulos 1 a 11 era aceita pela igreja antiga. Portanto, os cristãos que creem no Novo Testamento devem crer na história de Gênesis.

(Randall W. Younker, Th.D., Ph.D., é professor de Antigo Testamento e Arqueologia Bíblica e diretor do Instituto de Arqueologia da Andrews University, Berrien Springs, Michigan, Estados Unidos. Publicado originalmente como “A Literal Reading of Genesis”, Perspective Digest, ano 15, nº 3 (2010), p. 33-37. Traduzido e adaptado, com permissão, por Matheus Cardoso)

Todas as citações bíblicas foram extraídas da Nova Versão Internacional